Inteligência: Como Aumentar a Sua

Aprender

Nossa mente é o nosso maior ativo. Parece óbvio dizer isto, mas frequentemente o esquecemos. Gastamos tempo e dinheiro com muita coisa, mas nem sempre priorizamos os estudos.

E mesmo aqueles que estudam frequentemente priorizam mais a quantidade do que a qualidade, como se a aprendizagem fosse medida em horas.

A aprendizagem é uma mudança permanente no comportamento resultante da experiência. Aprender significa, portanto, reter um determinado conhecimento que o fará, de alguma maneira, se tornar uma pessoa diferente daquela de antes do estudo.

Estamos sempre aprendendo, desde o momento do nascimento. Aprendemos a andar, a falar, a ler. Quando ganhamos um novo gadget, aprendemos a utilizá-lo. Ao mudarmos de residência, aprendemos a andar por ruas distintas. Novos empregos nos fazem aprender novas funções.

O desenvolvimento da tecnologia aumenta a necessidade e a urgência do processo de aprendizagem. A mesma tecnologia que nos traz conforto também produz o desconforto da desatualização permanente.

Ainda costumamos, por condicionamentos passados, ver a inteligência como algo único e imutável (“fulano é inteligente”, ou “fulano é burro”). Nem uma coisa, nem outra. A inteligência é múltipla e mutante.

Múltipla porque existem diversos tipos de inteligência: linguística, matemática, musical, especial, emocional, entre outras tantas. Não é possível chamar ninguém de “inteligente” ou “burro” sem se especificar no quê.

A inteligência também é mutante, porque varia ao longo do tempo. Aprender não ocupa espaço, por assim dizer, e quanto mais se aprende, mais se é capaz de aprender. Novos conhecimentos geram novas conexões cerebrais, que, por sua vez, incrementam a capacidade cognitiva do indivíduo.

A mutabilidade da inteligência, diga-se, vem sendo observada até mesmo em idosos. Cientistas utilizam o conceito de “neuroplasticidade” para tratar da infinita capacidade cerebral de se renovar.

Pessoas que tiveram lesão cerebral se mostram capazes de educar uma outra parte do cérebro (não lesionada) para cumprir as funções da parte afetada. Um outro exemplo é a capacidade de destros ou canhotos se tornarem ambidestros, desde que se esforcem adequadamente. O cérebro imediatamente começa a formar sinapses nas regiões estimuladas. A velocidade do processo se reduz com o passar da idade, mas jamais se interrompe.

Para você, que deseja aprimorar sua mente, o “segredo” é desafiá-la de forma constante e aprender como estudar e aprender.. Utilizar caminhos alternativos para os seus trajetos, por exemplo, ou tentar escrever com a mão menos hábil.

Qualquer coisa que o faça fugir da rotina o faz evitar o “piloto automático”, e tudo que não entra no piloto automático do cérebro só consegue ser executado por meio de esforço consciente – o que gera novas sinapses, pelo menos até o momento em que o novo hábito se automatiza.

Acesse a página Os Estudos para entender mais sobre o estudo neste mundo digital.